sábado, 21 de maio de 2011

Quem somos nós?

"Mesmo sabendo quem realmente somos, por que sentimos tanto "medo" de expor nossas idéias e opiniões? Por que necessitamos de status? Por que sempre nos preocupamos em agradar as pessoas,mesmo que isso nos leve a ir contra nossas próprias idéias e opiniões? Por que o ser humano não consegue ser verdadeiro consigo mesmo?
Se conseguimos analisar nossas vidas para saber o que nos moveu até aqui, por que nunca conseguimos responder para nós mesmos as perguntas acima?"  - F.S. Cruz
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As perguntas acima contêm fundamentos psicológicos bastante interessantes, mas como não sou psicólogo e meus conhecimentos sobre o assunto são bem vagos, admito que não sou a pessoa mais indicada para respondê-las... porém, eu vivo e tenho uma mente, e posso responder usando minhas próprias idéias, sendo elas aceitas ou não pela psicologia moderna. Num futuro próximo, posso refutar totalmente o que escrevi agora, mas não importa, sendo que esse é o intuito desse blog.




"Mesmo sabendo quem realmente somos, por que sentimos tanto "medo" de expor nossas idéias e opiniões?"

Tenho que discordar com a primeira afirmação dessa pergunta. Acredito que ninguém saiba quem realmente é, verdadeiramente. Essa é uma pergunta muito subjetiva, com muitas interpretações. Para mim, cada momento e cada situação diferente exigem uma forma de pensar e de agir diferentes, ou seja, nossa personalidade muda de acordo com a situação em que nos encontramos. É fácil perceber isso, por exemplo, quando pessoas são colocadas em situações extremas, como desastres naturais, guerras, rebeliões e etc., elas fazem coisas que nunca fariam em uma situação normal. É lógico que essas ações também são influenciadas por outros fatores (aumento da adrenalina, instinto de sobrevivência, etc.)... mas mesmo em situações onde não ocorrem esses fatores, é possível notar uma variação na personalidade, mesmo que não tão extrema.
É impossível saber quem somos verdadeiramente, se não soubermos o lugar e o momento em que estamos, pois estes alteram significativamente nossa percepção do mundo.

Continuando... esse "medo" de expor nossas idéias aos outros está diretamente relacionado ao fato de que todos nós querermos ser "aceitos" em nosso meio. O ser humano evoluiu como uma criatura sociável, pois nossos ancestrais perceberam que um grupo unido é mais eficiente do que vários indivíduos independentes. Logo, existe essa tendência natural de nos socializarmos e nos unirmos às pessoas ao nosso redor; e esse medo de expor nossas opiniões é, na verdade, medo de sermos afastados desse grupo, por termos ideologias divergentes... Então, a verdadeira pergunta por trás dessa pergunta seria: "Porque não aceitamos uma pessoa com idéias diferentes em nosso grupo?". Existe sempre essa tendência de refutar novas idéias e novos conhecimentos, pois é muito mais fácil lidar com o que já estamos acostumados. Ter que conviver com alguém que tenha pensamentos distintos, leva a pessoa a rever suas próprias ideologias e isso gera dúvidas, que necessitam de tempo e esforço mental para serem sanadas. E ninguém gosta deste trabalho; então se torna muito mais fácil se relacionar apenas com pessoas que tenham uma mesma linha de pensamento.


Por que necessitamos de status? Por que sempre nos preocupamos em agradar as pessoas,mesmo que isso nos leve a ir contra nossas próprias idéias e opiniões? Por que o ser humano não consegue ser verdadeiro consigo mesmo?

Todos esses "problemas" são causados pela necessidade que temos de sermos aceitos na sociedade, que foi explicado anteriormente. Porém, no caso do "status", temos mais um agravante: a tendência natural de tentar ser o líder do grupo. Esse comportamento é importante para a vida e a evolução, pois faz com que os indivíduos se melhorem para demonstrar seu poder.
Porém, na nossa sociedade capitalista predatória, esse comportamento foi completamente distorcido em prol da política monetária. O "poder", que antes era medido em força física e inteligência, foi transformado em dinheiro; e foi criadas formas para demonstrar esse poder, que é o que chamamos de status. É lógico que isso nada tem nada de natural e não traz nenhum benefício para a espécie humana; mas devido à lavagem cerebral que sofremos desde o dia em que nascemos, aceitamos esse comportamento como "normal".

Se conseguimos analisar nossas vidas para saber o que nos moveu até aqui, por que nunca conseguimos responder para nós mesmos as perguntas acima?


É fácil observar as ações que uma pessoa faz ao longo de uma vida. Porém é muito difícil tentar compreender as motivações e os pensamentos que levaram essas ações. É fácil compreender que 2+2=4, mas é complicadíssimo tentar explicar o que é o medo, ou qualquer outro sentimento. Somos craques em analisar fatos, e péssimos para analisar pessoas.
Não sei a causa disso, mas temos dificuldades em entender nossos próprios pensamentos e sentimentos, por isso evitamos pensar a respeito dessas perguntas; e se tentamos respondê-las, ficamos confusos, pois precisamos primeiro responder outras questões, mais primordiais. E se formos levando essas dúvidas cada vez mais fundo, chegaremos na pergunta que originou tudo isso, e possivelmente irrespondível... afinal quem somos nós?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O mundo é o caos.

Ultimamente tenho pensado muito a respeito disso. É algo que me intriga profundamente: A teoria que rege toda nossa vida e tudo o que acontece no universo; completamente imprevisível e complexa, a famosa "Teoria do Caos".

"A ideia é que uma pequena variação nas condições em determinado ponto de um sistema dinâmico pode ter consequências de proporções inimagináveis. "O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque." - Wikipedia

Isso é realidade! Nosso mundo é tão complexo e contém tantas variáveis, que se torna quase impossível prever matematicamente um acontecimento futuro qualquer. Para entender melhor, comece a pensar sobre sua vida. Imagine todas as decisões e todos os acontecimentos que levaram você a se tornar quem você é hoje e estar lendo este texto neste exato momento e neste exato lugar.

Fatos aparentemente insignificantes podem, literalmente, transformar toda uma vida. Um momento de desatenção que causa um acidente, perder um horário para uma entrevista de emprego/vestibular, uma palavra ou um gesto errado para uma pessoa.... todos esses são eventos aparentemente pequenos que podem ter conseqüencias absurdamente grandes no decorrer de uma vida.

Às vezes eu me olho no espelho e fico imaginando todas as coisas que já se passaram em minha vida, desde o momento de meu nascimento, até o que sou hoje... desde a combinação do meu DNA, que moldou o meu corpo físico, até as interações sociais, que formou/formam minha personalidade, existem tantas variáveis que, se pudéssemos voltar no tempo e nascer de novo, seria quase que estatisticamente impossível que eu me tornasse a mesma pessoa. Logo, cada um de nós é uma espécie de um milagre da probabilidade, pois as chances de sermos o que somos hoje é quase nula.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

First... Oh Yeah!

Primeiro Post..... WOW... que emoção!

Idiotices à parte, vamos explicar as (in)utilidades deste blog:

1-) Utilizarei ele como uma espécie de lixão mental. Aqui depositarei minhas idéias, sem qualquer intenção de que alguém leia além de eu mesmo, para estudos posteriores. Deixo ele em aberto para que, caso alguém se interesse por essas idéias, possa também utilizá-las e complementá-las nos comentários...

2-) Como o que escrevo não é dirigido à ninguém, se alguém se sentir ofendido de qualquer maneira saiba que foi completamente não intencional....

3-) Minhas idéias podem (e provavelmente vão) ser totalmente contrárias às de algum leitor. O que não significa que elas estão certas ou erradas... são apenas hipóteses. Incentivo que comentem contrariamente o que acharem necessário, para que possamos ter uma discussão amigável e construtiva sobre os mais variados assuntos, ampliando assim, o nosso conhecimento.